Chegada dos trens: conheça a história do Brás

Chegada dos trens: conheça a história do Brás

Na segunda metade do século XIX, os barões do café do interior do estado estavam ficando cada vez mais ricos, e a produção não parava de crescer.

Em 1859 o Barão de Mauá uniu-se a um grupo de investidores ingleses e propôs ao governo imperial a construção de uma estrada de ferro que ligasse a cidade de São Paulo ao Porto de Santos, para escoar com mais rapidez o ouro negro produzido nos cafezais.

Oito anos depois, no início de 1867, a ferrovia foi inaugurada e denominada São Paulo Railway Company (SPR), ligando Santos a Jundiaí. Em 16 de fevereiro do mesmo ano, a estação ferroviária Brás também começou a funcionar, sendo a única parada dos trens na capital.

Chegada dos trens conheça a história do Brás

Durante as obras de instalação dos trilhos, muitos trabalhadores fixaram moradia ao redor da estação do Brás. E a parada do trem estimulou também o surgimento de muitos hotéis, lojas e fábricas na região. E o sucesso dessa estação acabou atraindo mais trens para a região.

Logo após a chegada da São Paulo Railway ao bairro, outra linha férrea logo instalou-se ali também. Em novembro de 1875, a Estrada de Ferro do Norte (antecessora da Central do Brasil), que ligava São Paulo ao Rio de Janeiro, inaugurou um terminal no Brás: a Estação do Norte – que a partir de 1945 teve o nome alterado para Roosevelt, em homenagem ao presidente americano Franklin Delano Roosevelt, morto naquele ano.

Chegada dos trens conheça a história do Brás

Com esse movimento de trens de cargas e passageiros chegando e partindo, a população do Brás registrou um salto: em 1886, o bairro tinha apenas 6 mil habitantes; sete anos depois, em 1893, já contabilizava 30 mil moradores!

Por conta dos trens cruzando a região, uma porteira foi instalada em pleno Largo da Concórdia, para evitar acidentes, e até 1968 bloqueava o tráfego de carros, ônibus, caminhões, pedestres e carroças. Só com a inauguração do Viaduto Maestro Alberto Marino a Porteira do Brás foi desativada e as longas filas e paralisações nas avenidas Celso Garcia e Rangel Pestana finalmente terminaram.

Hoje em dia, as estações Brás e Roosevelt funcionam integradas, como um grande complexo multimodal, com trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e metrô. As linhas de longa distância foram desativadas, mas pelas plataformas do terminal circulam, nos picos de movimento, aproximadamente 60 mil pessoas por hora.

Quer conhecer mais sobre a história do Brás? Continue acompanhando o blog da Alobrás ou venha visitar a região.

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